domingo, 18 de novembro de 2012

Princípio do Prazer

"Não se pode receber prazer sem dar prazer; que cada gesto, cada carícia, cada aspecto, cada parte do corpo esconde em si um segredo, cuja descoberta causará delícia a quem fizer.

Os amantes não devem separar-se após a festa do amor, sem que um parceiro sinta admiração do outro; sem que ambos sejam vencedores tanto como vencidos, de maneira que em nenhum dos dois possa surgir a sensação de enfado ou de vazio e ainda menos a impressão desagradável de terem-se maltratado mutuamente." (Hermann Hesse)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A necessidade de "matar" Deus...

Um corpo?  Uma mente?  Uma existência sem  procedência? (Sartre).  Ou... ou... ou...?

Para entender o processo existencial, é preciso vislumbrar a idéia de criação. Compreender a necessidade da figura de Deus para desfazê-la num processo de: "morte" de Deus.

Logo no início das civilizações, todos os acontecimentos que não podiam ser explicados,  o homem recorria à mitologia, pois havia sempre um "deus zangado" disposto a castigar.

A filosofia,  a princípio como uma unidade, substituiu a mitologia, através de explicações racionais da existência utilizando da matemática, física e outras áreas. Trilhando o caminho da filosofia, o homem começou a se libertar, através da razão, com os naturalistas: Tales de Mileto, Pitágoras, Heráclito etc. Seres humanos incríveis começam a surgir como: Sócrates, Platão e Aristóteles sendo o ser, o objeto primordial de compreensão.
O maior legado de Sócrates foi estimular os homens à busca do conhecimento de si mesmo.

Ao longo da história, a filosofia foi se dividindo, deixando de ser uma unidade e áreas específicas foram surgindo... específicas até demais!!!! Se compararmos com conteúdos atuais abrangendo filosofias espirituais, psicologia e estudos científicos (como física quântica)  podemos constatar que, todos os assuntos abordados são semelhantes em essência  com linguagens diferenciadas(claro).

Retornando à colocação inicial sobre a morte de Deus... enquanto necessidade para a compreensão e sentido da existência, esclareço que Darwin e Nietzsche já elaboraram essa "morte". Sendo assim, sinto-me à vontade na abordagem.
No plano cultural, a igreja exerceu amplo domínio, traçando um quadro intelectual em que a fé cristã era pressuposto fundamental de toda sabedoria humana.

Em que consistia essa fé?
Consistia na crença irrestrita ou incondicional adesão às verdades reveladas por DEUS aos homens. Verdades expressas nas sagradas escrituras e devidamente interpretadas segundo a autoridade da igreja.

" TODA VERDADE, DITA POR QUEM QUER QUE SEJA, É DO ESPÍRITO SANTO" (Santo Ambrósio).
Assim, toda investigação filosófica ou científica não poderia, de modo algum, contrariar as verdades estabelecidas pela fé.

Hoje, após um longo caminho, penso aliviada, respirando a plenos pulmões - daqui em diante não admitirei nunca mais que a Sandra me escape! Nunca mais o meu pensar e a minha vida terão por ponto de partida o Deus, que sempre me foi imposto repleto de significados interesseiros e obscuros. Não me deixarei orientar por conceitos ou escrituras, nem por doutrina alguma. Aprenderei, sempre, por mim mesma; serei minha própria aluna; procurarei conhecer-me profundamente e desvendar o segredo que é SANDRA!





sábado, 10 de novembro de 2012

A vida em quatro amores...

AMOR:  Percepções e sensações agradáveis quando, na presença de um Ser com afinidades físicas e espirituais.

O primeiro amor é aquele amor, digamos,  "amor café com leite". Um amor sem nenhuma referência e preparo. Ao contrário do que muitos dizem:  o"amor puro". Acredito que de puro não tem  nada, pois está repleto de modelos infantis e contaminado por paradigmas literários, onde a metáfora (enfoque feminino) do príncipe e o cavalo ainda impera.

O meu primeiro amor, não foi diferente da maioria das garotas da minha geração, também desejava ardentemente um garoto que me levasse até o portal da felicidade, felicidade essa, já pronta, moldada em meus livros e filmes prediletos.

Encontrei o meu príncipe e me casei com ele. Como era previsto, sem muito pensar... apenas seguindo o fluxo...
Com o passar do tempo o amadurecimento feminino chegou à frente do meu esperado "príncipe". Olhei ao meu lado e constatei uma enorme distância e vazio. Procurei trazê-lo para perto de mim,, afinal ele fazia parte dos meus mais profundos anseios femininos, mas ele não estava preparado e tive que seguir sozinha não tive outra alternativa, pois era isso ou a morte existencial! Então, o primeiro amor se foi...

O estar sozinha não durou muito tempo! Logo, chegou o meu segundo amor!!!!  Ah!!!  Esse... esse foi diferente! Já um pouco mais madura e com  o meu lado materno gritando e  louco para se manifestar, o segundo amor veio ao encontro dos critérios de alguém que pudesse melhor proteger a minha e a nossa  "cria".  Apesar de diferente; no segundo amor, ainda havia um  interesse e paradigmas a serem seguidos. Agora, seria o de encontrar um homem, um amor, que representasse o modelo  "O pai",  que pudesse me auxiliar,  proteger e cuidar do planejado bebê ou seja, um amor, ainda, repleto de uma enorme necessidade.

Assim, aconteceu. O bebê nasceu e o desejado se concretizou dentro dos moldes maternais e paternais idealizados. Todo e qualquer impedimento que colocasse em risco o meu segundo amor, era consumido e abafado pelo ideal da nossa linda criança! Afinal, o combustível maior era ela.
Com muita rapidez o bebê cresceu e se tornou um belo e inteligente adolescente. Agora, o segundo amor precisava cada vez mais de um outro sentido, pois o sentido primeiro já havia se concretizado.

Neste momento, o amadurecimento faz muita diferença. O segundo amor,agora, murchando sem combustível, pois não ficou muito claro que precisávamos abastecê-lo com o amor sem necessidades ou sem modelos, apenas amar.  Murchando, murchando, ele se foi... Chegou ao fim.

Não demorou muito veio o terceiro amor!!! Nossa!! Esse chegou com tudo! Despido de ideais, sem necessidades, sem modelos e com uma base madura e sedento de liberdade. Uau! Sem o meu consentimento, ele veio acompanhado da paixão. Pura adrenalina. Um verdadeiro bombardeio em minhas células. Me sentia tão livre! Apenas obedecia o pulsar de todo o meu corpo. Obedecia as ordens dos meus sentidos. Nada me era permitido questionar e a razão cedeu espaço a paixão.

Vivi intensamente este sentimento, que apesar de considerá-lo indescritível, irei nomeá-lo de PAIXÃO. Nem sei se fui correspondida à altura de tanto sentimento, mas isso, em verdade, pouca importância tem, visto que, fui presenteada com "sintomas" até então desconhecidos pra mim. A questão não está na correspondência desse sentimento( ou sintomas ), e sim, no despertar de reações peculiares, indescritíveis, livres e fora da razão.

Reações tão poderosas e até então nunca sentidas por mim, que não sei se desejo senti-las novamente. Prefiro que este sentimento, maravilhoso, de liberdade, que experimentei, seja conquistado e  não invadido, contrariando assim, a essência  e o próprio sentido de liberdade.

Sendo assim, ratificando os estudos de  FREUD, sobre a construção psíquica, onde organizamos defesas para excessos  de prazeres e de dores ( nesse caso de prazer) pois, nossa consciência não "daria conta"; o terceiro amor chegou ao fim,  foi expelido, naturalmente, de todo o meu ser.

 O quarto amor...  Agora, atuando no mundo como observadora de mim mesma, após experienciar tipos de amores e trazer comigo, uma parte, do legado deles, sinto-me pronta para o quarto amor. Tenho comigo um pouco de cada um  ( 3 pessoas maravilhosas, cada uma a seu tempo), que me permitiram compartilhar o amor e aguçar a SANDRA, que estava sedenta para se manifestar...

O mais importante e belo que ocorre nas relações, entre os seres humanos, é o que cada um deles pode e tem a capacidade de despertar em você.( SANDRA)
  


 

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Descortinando os homens.

De uma forma geral, os homens são extremamente previsíveis. Comparo esta afirmação com pesquisas realizadas, onde grandes acidentes acontecem próximos aos destinos das viagens, que motoristas relaxam no volante considerando o sucesso da viagem e diminuindo a atenção.

O homem encontra-se bastante desavisado e relaxado em sua abordagem à uma mulher. Considerando o bombardeio da mídia de massa, que tenta infinitamente desvalorizar a mulher e colocá-la em uma posição de "burrinha" e a "caçadora de homens ricos", ele, o homem relaxado, acredita nisso e acha que nada precisa SER, apenas TER (claro que o TER é relativo a cada classe social).

 Retornando à comparação inicial, é aí que os acidentes emocionais acontecem, pois, os "relaxados" se consideram verdadeiros troféus para a mulher diminuindo assim, o interesse em mostrar-se de verdade desvinculado de interesses nebulosos.  

Esclareço que, fazendo uma breve passagem ao Mito da Caverna de Platão, onde ele diz que os seres humanos vivem de ilusões e das sombras, vocês homens, estão vivendo a ilusão de que as mulheres querem um relacionamento a qualquer "custo". Isso não é verdade!

Está faltando sim, faltando e muuuito HOMENS INTELIGENTES e INTERESSANTES!  Portanto, a falta não está no sexo masculino e sim na qualidade dele. Mulheres hoje, não suportam mais homens bebezões!

Sugiro a todos os homens ( um em especial), saiam da caverna! Sigam a luz mostrada por Platão... Se deseja um relacionamento saudável e repleto de desafios existenciais "se jogue", mostre pra que veio enfim, saia da SOMBRA!