sábado, 10 de novembro de 2012

A vida em quatro amores...

AMOR:  Percepções e sensações agradáveis quando, na presença de um Ser com afinidades físicas e espirituais.

O primeiro amor é aquele amor, digamos,  "amor café com leite". Um amor sem nenhuma referência e preparo. Ao contrário do que muitos dizem:  o"amor puro". Acredito que de puro não tem  nada, pois está repleto de modelos infantis e contaminado por paradigmas literários, onde a metáfora (enfoque feminino) do príncipe e o cavalo ainda impera.

O meu primeiro amor, não foi diferente da maioria das garotas da minha geração, também desejava ardentemente um garoto que me levasse até o portal da felicidade, felicidade essa, já pronta, moldada em meus livros e filmes prediletos.

Encontrei o meu príncipe e me casei com ele. Como era previsto, sem muito pensar... apenas seguindo o fluxo...
Com o passar do tempo o amadurecimento feminino chegou à frente do meu esperado "príncipe". Olhei ao meu lado e constatei uma enorme distância e vazio. Procurei trazê-lo para perto de mim,, afinal ele fazia parte dos meus mais profundos anseios femininos, mas ele não estava preparado e tive que seguir sozinha não tive outra alternativa, pois era isso ou a morte existencial! Então, o primeiro amor se foi...

O estar sozinha não durou muito tempo! Logo, chegou o meu segundo amor!!!!  Ah!!!  Esse... esse foi diferente! Já um pouco mais madura e com  o meu lado materno gritando e  louco para se manifestar, o segundo amor veio ao encontro dos critérios de alguém que pudesse melhor proteger a minha e a nossa  "cria".  Apesar de diferente; no segundo amor, ainda havia um  interesse e paradigmas a serem seguidos. Agora, seria o de encontrar um homem, um amor, que representasse o modelo  "O pai",  que pudesse me auxiliar,  proteger e cuidar do planejado bebê ou seja, um amor, ainda, repleto de uma enorme necessidade.

Assim, aconteceu. O bebê nasceu e o desejado se concretizou dentro dos moldes maternais e paternais idealizados. Todo e qualquer impedimento que colocasse em risco o meu segundo amor, era consumido e abafado pelo ideal da nossa linda criança! Afinal, o combustível maior era ela.
Com muita rapidez o bebê cresceu e se tornou um belo e inteligente adolescente. Agora, o segundo amor precisava cada vez mais de um outro sentido, pois o sentido primeiro já havia se concretizado.

Neste momento, o amadurecimento faz muita diferença. O segundo amor,agora, murchando sem combustível, pois não ficou muito claro que precisávamos abastecê-lo com o amor sem necessidades ou sem modelos, apenas amar.  Murchando, murchando, ele se foi... Chegou ao fim.

Não demorou muito veio o terceiro amor!!! Nossa!! Esse chegou com tudo! Despido de ideais, sem necessidades, sem modelos e com uma base madura e sedento de liberdade. Uau! Sem o meu consentimento, ele veio acompanhado da paixão. Pura adrenalina. Um verdadeiro bombardeio em minhas células. Me sentia tão livre! Apenas obedecia o pulsar de todo o meu corpo. Obedecia as ordens dos meus sentidos. Nada me era permitido questionar e a razão cedeu espaço a paixão.

Vivi intensamente este sentimento, que apesar de considerá-lo indescritível, irei nomeá-lo de PAIXÃO. Nem sei se fui correspondida à altura de tanto sentimento, mas isso, em verdade, pouca importância tem, visto que, fui presenteada com "sintomas" até então desconhecidos pra mim. A questão não está na correspondência desse sentimento( ou sintomas ), e sim, no despertar de reações peculiares, indescritíveis, livres e fora da razão.

Reações tão poderosas e até então nunca sentidas por mim, que não sei se desejo senti-las novamente. Prefiro que este sentimento, maravilhoso, de liberdade, que experimentei, seja conquistado e  não invadido, contrariando assim, a essência  e o próprio sentido de liberdade.

Sendo assim, ratificando os estudos de  FREUD, sobre a construção psíquica, onde organizamos defesas para excessos  de prazeres e de dores ( nesse caso de prazer) pois, nossa consciência não "daria conta"; o terceiro amor chegou ao fim,  foi expelido, naturalmente, de todo o meu ser.

 O quarto amor...  Agora, atuando no mundo como observadora de mim mesma, após experienciar tipos de amores e trazer comigo, uma parte, do legado deles, sinto-me pronta para o quarto amor. Tenho comigo um pouco de cada um  ( 3 pessoas maravilhosas, cada uma a seu tempo), que me permitiram compartilhar o amor e aguçar a SANDRA, que estava sedenta para se manifestar...

O mais importante e belo que ocorre nas relações, entre os seres humanos, é o que cada um deles pode e tem a capacidade de despertar em você.( SANDRA)
  


 

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