Um corpo? Uma mente? Uma existência sem procedência? (Sartre). Ou... ou... ou...?
Para entender o processo existencial, é preciso vislumbrar a idéia de criação. Compreender a necessidade da figura de Deus para desfazê-la num processo de: "morte" de Deus.
Logo no início das civilizações, todos os acontecimentos que não podiam ser explicados, o homem recorria à mitologia, pois havia sempre um "deus zangado" disposto a castigar.
A filosofia, a princípio como uma unidade, substituiu a mitologia, através de explicações racionais da existência utilizando da matemática, física e outras áreas. Trilhando o caminho da filosofia, o homem começou a se libertar, através da razão, com os naturalistas: Tales de Mileto, Pitágoras, Heráclito etc. Seres humanos incríveis começam a surgir como: Sócrates, Platão e Aristóteles sendo o ser, o objeto primordial de compreensão.
O maior legado de Sócrates foi estimular os homens à busca do conhecimento de si mesmo.
Ao longo da história, a filosofia foi se dividindo, deixando de ser uma unidade e áreas específicas foram surgindo... específicas até demais!!!! Se compararmos com conteúdos atuais abrangendo filosofias espirituais, psicologia e estudos científicos (como física quântica) podemos constatar que, todos os assuntos abordados são semelhantes em essência com linguagens diferenciadas(claro).
Retornando à colocação inicial sobre a morte de Deus... enquanto necessidade para a compreensão e sentido da existência, esclareço que Darwin e Nietzsche já elaboraram essa "morte". Sendo assim, sinto-me à vontade na abordagem.
No plano cultural, a igreja exerceu amplo domínio, traçando um quadro intelectual em que a fé cristã era pressuposto fundamental de toda sabedoria humana.
Em que consistia essa fé?
Consistia na crença irrestrita ou incondicional adesão às verdades reveladas por DEUS aos homens. Verdades expressas nas sagradas escrituras e devidamente interpretadas segundo a autoridade da igreja.
" TODA VERDADE, DITA POR QUEM QUER QUE SEJA, É DO ESPÍRITO SANTO" (Santo Ambrósio).
Assim, toda investigação filosófica ou científica não poderia, de modo algum, contrariar as verdades estabelecidas pela fé.
Hoje, após um longo caminho, penso aliviada, respirando a plenos pulmões - daqui em diante não admitirei nunca mais que a Sandra me escape! Nunca mais o meu pensar e a minha vida terão por ponto de partida o Deus, que sempre me foi imposto repleto de significados interesseiros e obscuros. Não me deixarei orientar por conceitos ou escrituras, nem por doutrina alguma. Aprenderei, sempre, por mim mesma; serei minha própria aluna; procurarei conhecer-me profundamente e desvendar o segredo que é SANDRA!
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